De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), no primeiro semestre de 2026, as exportações de frutas alcançaram US$ 707,9 milhões e 619,1 mil toneladas
Esse resultado representa um crescimento de 20,64% em valor e de 13,32% em volume em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados US$ 586,8 milhões e 546,3 mil toneladas.
Esse desempenho destaca a força da fruticultura irrigada e evidencia o Vale do São Francisco como uma das principais regiões exportadoras de frutas do país. Mas esse resultado não acontece por acaso. Para conquistar e manter espaço nos mercados internacionais, é fundamental investir em tecnologia, certificações e, principalmente, no cumprimento das exigências fitossanitárias.
Entre as principais exigências dos mercados internacionais está o monitoramento de moscas-das-frutas. Os maiores importadores de frutas brasileiras no primeiro semestre, Holanda, Reino Unido, Espanha, Estados Unidos e Portugal exigem esse monitoramento.
Para a engenheira-agrônoma e coordenadora do Programa de Armadilhamento e Controle (PAC) da Moscamed, Itala Damasceno, esses números refletem um trabalho conjunto entre produtores e instituições. "Entre os vários fatores que contribuíram para esse resultado, destaco o trabalho de monitoramento, que é uma exigência dos importadores. Sem essa atividade, não conseguimos exportar frutas com qualidade nem transmitir segurança ao mercado", afirmou.
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Fonte: Abrafrutas e Comex Stat.