20/06/2013

Jacobina, no noroeste da Bahia, é a primeira cidade no mundo a liberar mosquitos transgênicos em larga escala para erradicação da dengue

Jacobina, no noroeste da Bahia, é a primeira cidade no mundo a liberar mosquitos transgênicos em larga escala para erradicação da dengue

Na última terça-feira (18) foi lançado oficialmente o Projeto Aedes Transgênico – PAT em Jacobina, município com 80 mil habitantes na região noroeste do estado da Bahia. O município contará com o LEMI – Laboratório de Emergência, Monitoramento e Informações – onde a população acompanhará todo o projeto. Membros da sociedade civil, imprensa e autoridades aguardavam o momento de conhecer o laboratório e o funcionamento do projeto, seus resultados e benefícios.

Representando a Secretaria de Saúde da Bahia e o titular Jorge Solla, participaram da solenidade a superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde da Bahia, Alcina Andrade, a coordenadora de Vigilância Epidemiológica e Controle da Dengue (SESAB), Jesuina Castro; a diretora de Vigilância Sanitária e Ambiental da Bahia (SESAB), Maria Aparecida Figueiredo e a coordenadora do GT Ampliado da Dengue, Elisabeth França. Representando o Ministério da Saúde, estava a assessora técnica do Programa Nacional de Controle da Dengue, Dra. Ima Braga. 

Como apoio e suporte ao projeto na cidade de Jacobina, a Moscamed contou com a Diretoria Regional de Saúde (16ª DIRES), representada por Kátia Alves, a Prefeitura Municipal de Jacobina e o prefeito Rui Macedo que solicitou adesão ao PAT através da Secretaria Municipal de Saúde e seu titular Ivonildo Dourado, e da diretoria de Atenção à Saúde, representada por Barbara Meneses. No evento também estavam prefeitos e secretários de saúde de municípios vizinhos que vieram a Jacobina para conhecer o PAT.

O projeto e sua metodologia foram desenvolvidos pela Moscamed, sob a orientação da Profa. Margareth Capurro (ICB/USP) os quais foram representados no evento pelo presidente Aldo Malavasi e o diretor executivo Jair Virginio e a equipe técnica do PAT representada pela supervisora de produção, Michele Pedrosa e a supervisora de campo, Luiza Garziera.

Parceira do projeto, a OXITEC, empresa inglesa que desenvolveu o Aedes transgênico trouxe o presidente Hadyn Parry, o diretor de Desenvolvimento de Negócios, Glen Slade e o  Gerente de Atividades de Campo, Andy McKemey  e os técnicos de produção e campo respectivamente, Amandine Collado e Guilherme Trivellato.

“O PAT foi idealizado em 2009 numa conversa com o Secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Sales. Desde 2011 temos desenvolvido o projeto e sua metodologia que inclui várias etapas. Hoje estamos inaugurando este laboratório que servirá de base para as atividades em Jacobina que iniciamos em agosto de 2012”, disse Aldo Malavasi no ato de inauguração.

Após descerramento da placa, os convidados conheceram as instalações do LEMI. O laboratório possui 270 m² de área total e conta com três funcionários permanentemente envolvidos no recebimento e envio de material de coleta e liberação. O LEMI está localizado na Avenida Paulo Souto, nº 20, bairro de Nazaré.

Com os recursos da Secretaria de Saúde da Bahia o projeto foi implantado inicialmente em cinco comunidades de Juazeiro, no norte da Bahia. “O resultado foi uma redução de 84 a 100% nos índices de larvas encontradas do mosquito selvagem nessas localidades. Com esse resultado Jorge Solla, secretário de saúde da Bahia, nos convocou para trazer o projeto até Jacobina, uma das 11 cidades com o maior índice da dengue no estado”, informou a Profa Margareth Capurro.

Malavasi convidou a todos para a liberação oficial que foi realizada no bairro Pedra Branca, a 5 km do laboratório. “Este será um dos primeiros bairros a receberem a liberação, seguido por Mutirão Novo, Catuaba, Jacobina II e Nazaré. Após redução dos índices nessas comunidades os outros bairros serão contemplados. Será um trabalho progressivo e continuo com três liberações por semana, pata atingir 1 milhão de mosquitos liberados toda semana”, informou.

Dez potes com 2 mil mosquitos cada, foram distribuídos entre as autoridades para a liberação oficial. O presidente da Moscamed convidou as autoridades para falarem sobre o projeto. A superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde da Bahia, Alcina Andrade, agradeceu o empenho de todos e falou dos esforços do governo no controle e erradicação da dengue.

“Esse projeto é mais um reforço no controle da dengue. O governo, através da SESAB e das diretorias regionais tem programas nos municípios para orientar a população e fazer mutirões nos bairros. Sabemos que a dengue é uma doença com fatores diversos, mas 90% têm ligação direta com o comportamento da população”, salientou. Sobre o PAT em Jacobina, Dra Alcina informou que este apresentou resultados positivos e a SESAB convocou a Moscamed para implanta-lo  em Jacobina.

O diretor de negócios da OXITEC, Glen Slade confirmou a parceria com a Moscamed e a importância do sucesso do projeto em Jacobina. “Para nós é uma honra estar aqui e colaborar para a implantação do projeto e erradicação da dengue”, disse. O prefeito do município, Rui Macedo também agradeceu ao governo do estado, à Moscamed e ratificou a participação da prefeitura em todos os processos. “Estamos à disposição para colaborar junto ao projeto orientando também a população e trabalhando juntos para acabar com a dengue em Jacobina”, afirmou.

A Moscamed é referência mundial em desenvolvimento e aplicação de biotecnologia no controle de pragas que afetam a agricultura e a saúde humana. “Outros países também realizaram testes com os mosquitos transgênicos, a exemplo das Ilhas Cayman e Malásia. Mas, os experimentos aqui realizados se constituem na maior experiência mundial de liberação controlada em campo aberto com mais de 18 milhões de transgênicos liberados”, relatou a coordenadora técnica do PAT, Profa. Capurro.

Liberações

Os mosquitos transgênicos serão liberados três vezes durante a semana, inicialmente em cinco bairros: Pedra Branca e Mutirão Novo, Catuaba, Jacobina III e Nazaré. O PAT iniciou em Juazeiro, em fevereiro de 2011 e em março de 2013 apresentou os resultados com a redução do índice populacional do mosquito nos locais onde aconteceram as liberações. Houve a redução da população de mosquito (índice de ovitrampa – equipamento de coleta de ovos dos mosquitos) em 84% e 100% nas comunidades e Itaberaba e Mandacarú respectivamente.

A Moscamed hoje possui capacidade para implantar o PAT em cidades de pequeno e médio porte após a inauguração da Unidade de produção de Aedes Transgênico – UPAT, que aumentou a  capacidade de produção de 500 mil mosquitos por semana para quatro milhões . Em Jacobina, serão liberados cerca de 1 milhão de mosquitos por semana e o investimento é de R$ 1,5 milhões.

Mais informações sobre o projeto e a Moscamed acessem: www.moscamed.com.br / Siga-nos no Twitter: @moscamed e curta nossa página no facebook.com.br/Moscamed Brasil.

 


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